Entenda Como Funciona O Processo Para Tirar A Primeira Habilitação

Ter 18 anos completos, saber ler e escrever, possuir um documento de identificação, CPF e comprovante de residência (no seu nome ou no nome de algum parente mediante comprovação de parentesco), configuram os primeiros passos para a retirada da carteira de motorista.

Além disso, o processo exige, do futuro condutor, exames de aptidão física e mental e observação psicológica realizada por meio de testes.

Os exames são responsáveis por avaliar a condição emocional, motora e de visão do indivíduo e indicarão se ele está apto ou não para obter a permissão de conduzir no trânsito.

Preenchidos todos os documentos indispensáveis, é necessário agendar a biometria (coleta de impressões digitais, fotografia e assinatura), processo obrigatório pelo Conselho Nacional de Trânsito, no Detran ou Ciretran (órgão responsável pela aplicação de exames médicos para testar a visão, entre outros processos básicos para o processo de habilitação, e também pela execução da vistoria veicular), a depender da sua cidade.

Posteriormente, solicitar a escolha para as categorias A, B ou A e B.

A categoria A, prevista no Art. 143 do CTB:

Compete ao Condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral, geralmente para a condução de motocicletas.

Enquanto a categoria B, prevista no Art. 143 do CTB:

Compete ao Condutor de veículos, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas ou cuja lotação não exceda a 08 (oito) lugares, excluído o do motorista; contemplando a combinação de unidade acoplada reboque, desde que a soma dos dois não ultrapasse 3500 KG.

Na primeira CNH só é possível a retirada das categorias A, B ou AB. Para a habilitação na categoria AB, o indivíduo passa por duas preparações.

Se o condutor desejar mudar a categoria da habilitação para C ou D, precisa estar habilitado em categoria B; bem como podem mudar para as categorias D ou E os que possuírem habilitação na categoria C; e o mesmo para a categoria E, pode mudar aquele que possui o documento na categoria D.

É necessário estar há, pelo menos um ano, habilitado na categoria anterior para solicitar a mudança para as categorias C, D ou E. Se o condutor, por exemplo, desejar mudar para a categoria D, é necessário ter um ano de habilitação na categoria C.

Se aprovado no exame de aptidão, o indivíduo já poderá procurar uma autoescola para o início das aulas teóricas que contarão 45 horas/aula. As disciplinas se concentram em:

Legislação de transito – 18 horas/aula

Direção defensiva – 16 horas/aula

Primeiros socorros – 4 horas/aula

Meio ambiente e cidadania – 4 horas/aula

Noções de mecânica básica – 3 horas/aula

Depois de concluídas as disciplinas, o próximo passo é passar por uma prova de avaliação referente às aulas teóricas.

 

DA PROVA TEÓRICA

O número de questões varia de acordo com o estado, sendo 70% dessas questões o número mínimo de acertos para a aprovação.

DA PROVA PRÁTICA

 As aulas práticas serão responsáveis pelo preparo do motorista, para que ele saiba como proceder ao se deparar com situações cotidianas no trânsito, como, por exemplo, dirigir em dias de condições climáticas adversas.

Também precisará conhecer o funcionamento do veículo, as normas de circulação e conduta e sinalização.

Ainda é preciso que o indivíduo entenda a importância do bom comportamento na direção para que a interação com os outros meios de circulação no trânsito seja segura.

Quanto à avaliação, pode variar de departamento para departamento. No geral, para a obtenção da carteira para dirigir carros, é necessário passar por um teste de controle de direção, de embreagem e baliza, considerada o maior desafio da prova prática.

Já para a obtenção para tirar carteira para pilotar motos, o requisito é somente realizar o percurso sem apresentar falhas.

Para quem não sabe bem o que esperar das provas, o Detran oferece simulados de provas no portal do site.

FUI REPROVADO, E AGORA?

A apreensão por parte dos indivíduos que prestam prova teórica ou prática é muito comum. Dada a situação de ansiedade e tensão, muitos acabam por reprovar ou não demonstram-se aptos naquele momento.

O futuro condutor pode ser considerado inapto, física ou psicologicamente, bem como temporariamente inapto, o que significa que no momento ele não se encontra em condições para comandar um veículo.

Para os considerados temporariamente inaptos, é necessário que se reagende o exame, isento de cobrança de nova taxa.

Caso a reprovação ocorra na prova teórica ou na prova prática, há a possibilidade de se repetir o teste num prazo de 15 dias e a cada repetição uma nova taxa é cobrada no mesmo valor da primeira.

As repetições poderão ser feitas sem um número limite, desde que dentro do prazo de 12 meses iniciados para a obtenção da carteira.

PARA NÃO REPROVAR

 A principal dica é manter a calma na hora de realizar as provas, sem ficar pensando nas outras vezes em que já se saiu mal. Manter a concentração também facilita o processo e garante que a execução seja favorável.

Reproduza o que foi aprendido e treinado durante as aulas. Evite, portanto, tentar fazer algo novo para não correr o risco de não conseguir executar a prova.

Tomar cuidado com os deslizes que passam facilmente despercebidos, como estacionar em vagas prioritárias ou exclusivas para os transportes coletivos.

Fique atento a todas as sinalizações e mantenha-se concentrado na condução do veículo.

Estude bastante antecipadamente, para ambas as provas.

E, ainda, se o nervosismo persiste e atrapalha o desempenho na hora da prova, mesmo que o indivíduo se considere apto a realizá-la, o ideal é procurar uma ajuda psicológica para tentar resolver esses problemas que ultrapassam o limite da ansiedade.

APROVAÇÃO

Em média, leva cerca de cinco dias úteis para que o indivíduo aprovado receba a permissão para dirigir.

Porém, a CNH definitiva só é expedida depois de um ano da data de emissão, caso nenhuma infração grave ou gravíssima tenha sido cometida pelo condutor.

Mais de uma infração de natureza média também pode fazer com que o motorista tenha a CNH cassada.

VALORES

As taxas para a emissão da CNH diferem dependendo do estado, pois acrescenta-se, à taxa, o custo com a autoescola. Então, o valor pode variar de lugar para lugar.

No estado de São Paulo, por exemplo, o custo gira em torno de R$1,8 mil para obter a categoria B, incluindo um valor médio de R$1,5 mil cobrados pelas autoescolas, mais as taxas exteriores à autoescola, como: taxa de exame médico, exame psicotécnico, teórico e prático e, ainda, a emissão da Carteira Nacional de Habilitação.

Está pensando em tirar sua primeira habilitação e tem dúvidas sobre o processo? Deixe-nos um comentário com as suas perguntas.

2018-03-19T20:34:44+00:00