Governo analisa possibilidade de redução no preço da gasolina e gás para consumidores

O governo do presidente Michel Temer estuda a possibilidade de redução da gasolina e do gás de cozinha para consumidor final, mas garante que não haverá mudanças na política de preços praticada pela Petrobras.

 

Nova greve dos caminhoneiros

Dias após a greve dos caminhoneiros gerar o caos por todo país devido ao desabastecimento dos postos, mensagens de texto e áudio têm se espalhado por redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas alertando sobre uma nova paralisação da categoria a partir desta segunda-feira. O governo descarta a veracidade das mensagens, mas monitora a possibilidade de uma nova paralisação.

Um grupo pequeno de caminhoneiros autônomos se reuniu no domingo (03/06) em Brasília esperando um possível ato, mas algumas associações da categoria que estavam à frente do movimento de maio negaram qualquer envolvimento com uma nova paralisação.

Com receio de novas mobilizações, o governo tenta impedir novos aumentos na gasolina e também no gás de cozinha, para que uma nova crise seja evitada.

 

Fragilidade do governo de Michel Temer

A greve dos caminhoneiros expôs a fragilidade do governo Temer e as pressões políticas sobre a Petrobras resultaram na saída de Pedro Parente, ex presidente da estatal, que foi substituído na última sexta-feira por Ivan Monteiro.

Devido uma sucessão de reveses e desgastes no mandato do presidente da república, o núcleo político do governo e a cúpula do partido MDB, pressionam Michel Temer por medidas de maior impacto para enfrentar a crise neste ano eleitoral.

 

“Seguro” para preço de combustíveis

O plano é criar um regime diferenciado de tributação, que faria compensações para cima e para baixo, uma espécie de “seguro”, no qual o governo estima um valor médio para a cotação do barril de petróleo.

Para que o “seguro” seja possível é necessário que seja realizado um acordo entre a equipe do presidente Temer com os governadores, no intuito de que todos reduzam a carga do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o preço final para o consumidor.

Moreira Franco, ministro de Minas e Energia, vem cobrando há tempos uma postura mais pragmática do atual presidente da república sobre a política de combustíveis.

Segundo Franco, não basta reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel e nem congelar o valor do combustível por 60 dias para atender os caminhoneiros.

No entanto, há dúvidas sobre o modelo mais adequado para seguir, principalmente na área econômica.

 

 

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2018-06-04T17:57:43+00:00