Mesmo após acordo com o governo, paralisação de caminhoneiros chega ao 5º dia

Na noite desta quinta-feira (24/05), um acordo foi fechado entre os líderes dos caminhoneiros e o governo, mas mesmo assim, a paralisação entra em seu 5º dia seguido.

Após uma reunião ontem em Brasília, ministros apresentaram propostas para suspender a greve por pelo menos 15 dias.

O governo se comprometeu a acelerar a isenção de impostos para o óleo diesel e a gasolina, e dobrar a extensão de corte do valor do diesel nas refinarias anunciado pela Petrobras.

Segundo Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, as entidades se comprometeram a suspender por 15 dias os protestos em troca da prorrogação do desconto de 10% no diesel para um mês. Contudo, nem todos os líderes do movimento de paralisação assinaram o acordo e atos continuam por vários lugares do país.

O fim das paralisações, nesta sexta-feira, já era duvidosa, pois a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que reúne 700 mil trabalhadores do setor, também não aderiu ao acordo proposto pelo governo.

“Nós queremos a redução do combustível abaixo de R$ 3,00, sem reajuste até o fim do mandato do presidente Temer, a redução dos pedágios em pelo menos 50%, a redução dos fretes. Não vamos sair daqui até dizerem alguma coisa cabível pra nossa classe”, disse Edson Gomes, um dos representantes grevistas, presente no ato de hoje, na Rodovia Presidente Dutra.

 

Bloqueios nas estradas

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Rio Grande do Sul é o local com maior número de bloqueios, com 74 ao todo. Em seguida, o Paraná, com 72.

No Rio de Janeiro, há registros de bloqueios em diversos pontos da Via Dutra em Barra Mansa e na BR-393 (Lúcio Meira), em trajetos que cortam as cidades: Barra do Piraí, Volta Redonda e Paraíba do Sul.

 

Impactos na vida da população

Os impactos da greve vão desde o desabastecimento de postos de combustíveis e supermercados; escolas e universidades com aulas suspensas; paralisação de indústrias; voos e transportes coletivos comprometidos, entre outros impactos que estão atingindo toda população.

O grupo de energia elétrica Light, anunciou que restringirá o seu atendimento, priorizando serviços essenciais, como chamadas de hospitais, delegacias e escolas.

Nesta sexta-feira, a Cedae informou que conseguiu obter os produtos químicos necessários no tratamento da água e afastou a possibilidade de restrição do fornecimento no momento.

Segundo a Rio Ônibus, nesta sexta, estão circulando apenas 47% da frota dos ônibus tradicionais e 43% dos ônibus articulados do BRT.

 

Presidente da república aciona forças armadas

O presidente Michel Temer anunciou hoje no Palácio do Planalto que forças armadas foram acionadas para desbloquear estradas ocupadas pelos caminhoneiros grevistas.

“Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo”, disse Temer.

O presidente anunciou a decisão após uma reunião com ministros para “avaliação de segurança” sobre a situação do país, já que mesmo após o acordo firmado na noite de ontem a paralisação dos caminhoneiros continuou.

A Advocacia-geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que a paralisação dos caminhoneiros seja declarada como ilegal e solicita também que seja autorizado o uso de força policial no desbloqueio das estradas.

 

Caminhoneiros não recuam

José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam, reiterou que só vai interromper o movimento grevista dos caminhoneiros depois que o governo federal sancionar a lei que zera o PIS/Confins sobre o óleo diesel.

 

 

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2018-05-28T12:56:11+00:00