Mutualismo anda junto com o cooperativismo das associações de proteção veicular

Segundo Aurélio Brandão, bacharel em Direito e vice-presidente da AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Associações de Proteção Veicular e Patrimonial), a principal entidade representativa do setor associativista, a instabilidade econômica, incertezas políticas e desemprego. Essas são apenas algumas das razões que contribuem para que o atual cenário do Brasil em nada estimule o consumo ou a contratação de serviços. Somada a isso, a inadimplência assustadora, que beirou a casa dos 40% no primeiro trimestre desse ano, potencializa a exclusão de significativa parcela da população nas operações realizadas por seguradoras.

Assim, milhares de brasileiros se veem diante da possibilidade de terem seus bens desprovidos de qualquer tipo de segurança, uma vez que o perfil financeiro do interessado não se enquadra nos contratos de transferência de risco praticados pelas seguradoras.

Outra consequência não seria esperada se não o fortalecimento das cooperativas mútuas de proteção patrimonial que, além de abrangerem uma parcela maior de cidadãos, contemplam ainda bens que, em muitos casos, são descartados pelas seguradoras. Seja pelo grau de risco, pelo tempo de uso ou pelo simples fato de pressuporem prejuízo financeiro, o que raramente acontece. Nessa solução mutualista não prevalece a discriminação de usuários, que contribuem apenas com base no valor do bem protegido, resguardados por amparo jurídico na ótica da Organização das Cooperativas Brasileiras e seus princípios cooperativos.

O que se percebe nitidamente é que o modelo de seguro tradicional – desenvolvido na década de 60 e inserido no Brasil em plena Ditadura Militar com interesse único e exclusivo de atrair investimentos estrangeiros para o País – está ultrapassado. Feita com base em informações de mercado que em muito diferem do modelo atual, a legislação do setor foi criada para proteger o cidadão, como de fato aconteceu. Assim, a população já sacrificada ao pagar caro por serviços que deveriam ser ofertados pelo Estado (como segurança, educação e saúde) vê-se também obrigada a dispor de recursos que fogem da sua realidade ou a se submeter ao perigo de deixar seus bens desprotegidos.

 

Fator democratizador: 

Nesse cenário, o cooperativismo aparece não simplesmente como um novo ramo de negócio, mas como o fator de democratização do acesso aos mais diferentes serviços, com regras próprias, que garantem a segurança econômica para os cooperados, num processo coletivo, de gestão compartilhada e democrática.

As cooperativas de proteção patrimonial são exemplo claro da força dessa nova atividade. Assim como as cooperativas de crédito emergiram das cooperativas mistas e/ou rurais, essas novas entidades contribuem significativamente para a justiça social, com um modelo de governança pautado no ser humano.

Com a nova realidade do mercado de seguros – que exclui milhões de brasileiros que não conseguem arcar com custos e juros elevados para adquirir um serviço de proteção, embora sejam detentores da mão de obra que move esse País – o fortalecimento do mercado de cooperativas mútuas de proteção patrimonial é inevitável. Sobretudo porque representam um tipo de atividade que alavancou economias no mundo inteiro, inclusive em mais de 74 países com destacado índice de desenvolvimento, como Itália e Noruega.

No Brasil, já é possível vislumbrar um círculo econômico virtuoso, favorável às alternativas aos modelos tradicionais de produção e consumo. E não há porque ser diferente.

As cooperativas, incluindo as do ramo de proteção patrimonial, caminham a passos largos, movimentam bilhões no mercado e geram empregos diretos e indiretos. No caso dessas últimas, preservam o patrimônio conquistado ao longo de anos, por um valor justo, levando em consideração não apenas o estipulado numa tabela financeira, muitas vezes desinteressante para os tradicionais modelos de seguro. O que vale é o “todos por um”, a essência do mutualismo e do cooperativismo, indissociáveis na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

A filosofia e a confiabilidade da Facility:

Nossa empresa persegue a qualidade para estar entre as melhores associações de benefícios, onde a confiança, a credibilidade e a transparência apareçam sempre em primeiro lugar para alcançar cada vez mais a excelência, fidelizar o associado, manter parcerias e ir buscar novas.

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2018-04-27T17:55:01+00:00