Greve dos caminhoneiros chega ao 9º dia, mas postos de combustíveis começam a ser reabastecidos

A greve dos caminhoneiros completou nove dias hoje, mas o movimento dos trabalhadores da classe começou a perder força.

Dois dias após o presidente Michel Temer anunciar o aumento do desconto por litro de óleo diesel, várias rodovias começaram a ser desbloqueadas por manifestantes.

 

Reabastecimento dos postos de combustíveis

No Rio de Janeiro, já há sinais de melhorias na quantidade de transporte público em circulação, no reabastecimento do supermercados e postos de combustível.

Nesta terça-feira, caminhões-tanque começaram a ser escoltados das refinarias e distribuidoras. Mas apesar do reabastecimento dos postos de gasolina, óleo diesel e etanol, motoristas ainda enfrentam longas filas para conseguirem abastecer.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o reabastecimento total dos postos do país deve levar ao menos uma semana para que seja normalizado.

 

Bloqueios de estradas e rodovias

Enquanto isso, caminhoneiros continuam em protestos espalhados por 24 estados e no Distrito Federal, apenas Amapá e Amazonas não registraram manifestações no dia de hoje.

Na maioria dos atos, não há bloqueios nas rodovias e estradas. Mas, em alguns locais, manifestantes bloqueiam a passagem de caminhões de carga, até mesmo quando há escolta policial.

 

Caminhoneiros afirmam o término da greve

Caminhoneiros dizem que a maioria das reivindicações foi atendida, mas infiltrados que mantêm atos por vários lugares.  Segundo eles, pessoas se infiltraram entre os caminhoneiros para difundir ideias em favor do intervencionismo militar e derrubada do presidente Michel Temer. “Existem aqueles que não encerraram a greve porque querem intervenção militar e derrubar o governo. E existem aqueles que se sentem comprometidos com a população e passaram a defender também a queda do preço da gasolina”, disse Ivar Schmidt, líder do Comando Nacional dos Transportes (CNT).

De acordo com a consideração do líder da CNT, os caminhoneiros não podem se comprometer com a pauta de toda a população. “Quando um professor faz greve, ele para pelas causas dos professores. Não dá para uma única categoria querer resolver os problemas da população toda.”

Ivar Schmidt ainda relatou que intervencionistas conseguiram apoio de alguns trabalhadores manifestantes, pois eles que abasteceram os grevistas com comida e água.

José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcan), afirmou ontem que caminhoneiros autônomos que querem voltar a trabalhar estão sendo ameaçados de “forma violenta por forças ocultas” que impedem o fim da paralisação. “São pessoas que querem derrubar o governo”, afirmou o presidente da Abcan.

Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, declarou que realmente existe uma “infiltração política” dentro dos movimentos dos caminhoneiros. “Vamos fazer de tudo para que os infiltrados sejam retirados e, dessa forma, os caminhoneiros possam voltar ao trabalho”, afirmou o ministro.

 

 

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2018-05-29T18:19:57+00:00