Segurança das crianças no trânsito

Muitos adultos podem se lembrar dos absurdos que viviam no trânsito quando crianças: era comum viajar em pé ou no colo de alguém. Cinto? Cadeirinha? Nem se cogitava esse tipo de luxo.

É claro que com essa falta de cuidados as tragédias eram muito mais frequentes. Para diminuir essas estatísticas, a legislação passou a ser mais rigorosa.

 

O QUE DIZ A LEI

 

A Organização Mundial da Saúde aponta que a segunda principal causa de mortes de crianças e de adolescentes no Brasil é o trânsito, que perde apenas para as mortes causadas pela violência.

Diariamente, essas jovens vidas são ceifadas pela imprudência e pela inobservância dos deveres básicos de cuidado.

A legislação brasileira tem um compromisso com essas gerações: o Estatuto da Criança e do Adolescente determina um dever geral de cuidado com as crianças. É lei, e um dever fundamental de todos: zelar pela segurança e bem estar dos pequenos.

O Código de Trânsito brasileiro é muito claro ao determinar que as crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros. Além dessa vedação, os pimpolhos menores de sete anos não podem ser transportados em motocicletas.

A Lei diz também que transportar uma criança em veículo automotor sem observar as normas de segurança especiais que foram estabelecidas pelo Código constitui uma infração gravíssima, que é apenada com multa e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

O que parece apenas bom senso e boa educação também é parte da lei: o artigo 214 demanda que se dê preferência aos pedestres, especialmente às crianças, idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

CUIDADOS COM A CADEIRINHA

 

Cadeirinha de criança

 

Esse importantíssimo equipamento de segurança é obrigatório desde 2008. Mesmo assim, algumas pessoas ainda fazem pouco caso de sua imprescindibilidade para evitar acidentes.

A cadeirinha é obrigatória para crianças até os sete anos e meio, dispensável apenas se se tratar de veículos de transporte coletivo – táxi, carros de aluguel, transporte escolar ou veículos com peso bruto total superior a 3,5 toneladas.

Esses dispositivos de retenção devem ter fechos de travamento, que promovem a fixação da criança e a protegem de choques, evitando que seu frágil corpinho deslize. Apenas uma freada brusca já pode ser responsável por graves danos.

Os bebês de até um ano devem ser transportados de costas, dentro do bebê conforto, que deve ser cuidadosamente instalado, seguindo-se rigorosamente as instruções dos fabricantes.

As crianças de até quatro anos devem utilizar a cadeirinha. Para os maiores, até os sete anos, deve ser utilizado um assento de elevação no banco de trás. Até que completem dez anos, seu lugar é no banco traseiro, fazendo uso do cinto de segurança.

Todas essas regras são disciplinadas pela legislação vigente e por resoluções do CONTRAN, o Conselho Nacional de Trânsito. O equipamento deve contar com o selo do INMETRO e deve ser trocado em caso de acidentes.

 

O CINTO DE SEGURANÇA

 

Já sabemos que as crianças com menos de dez anos de idade devem ser transportadas exclusivamente no banco de trás, mas há alguns detalhes a serem observados.

O cinto é projetado para pessoas que atingiram pelo menos 1,45m de altura. Se o seu pequeno ainda não atingiu esse tamanho, deve ser transportado exclusivamente na cadeirinha para que fique em segurança.

O cinto de segurança também é essencial para as crianças que são acomodadas com assentos de elevação, o chamado booster. O cinto de três pontos sempre deve ser utilizado. Carros que não possuem cinto de segurança de três pontos podem transportar crianças de 4 a 7 anos desde que não façam uso do assento de elevação.

A criança com mais altura, de mais de dez anos, ou que pesa mais de 36 quilos, já pode ser transportada no banco dianteiro. Entretanto, atenção! Pequenos no banco da frente podem ser feridos até mesmo pelos dispositivos de segurança!

O airbag, por exemplo, é projetado para salvar a vida de um adulto, e se disparar contra uma criança muito pequena, pode acabar por feri-la com gravidade. Em picapes e veículos que não possuem banco de trás, o airbag deve ser desativado.

 

EDUCAR AS CRIANÇAS PARA O TRÂNSITO

 

 

Não é apenas na condição de passageiros que as crianças fazem parte do mundo do trânsito. Sua condição tanto de pedestres quanto de passageiros deve servir como uma ferramenta para formar cidadãos mais atentos a esse ambiente.

A legislação brasileira diz que a Educação Para o Trânsito é um direito de todos. É por meio dela que as crianças devem dar os primeiros passos na compreensão de seu funcionamento.

Cores dos sinais de tráfego, faixas de pedestre, as placas e a sinalização: todos esses elementos podem despertar o interesse dos pequenos e facilitar seu processo de aprendizagem e aproximação do trânsito, garantindo, assim, sua segurança.

Educá-las para atravessar a rua, na companhia de um adulto responsável, prestando atenção à sequência das cores desses sinais de tráfego, ao posicionamento e às formas geométricas das faixas de pedestres são atividades lúdicas e educativas.

Em seu próximo passeio, que tal destacar a importância da atenção a garagens e a estacionamentos? Esses locais são, frequentemente, palco de acidentes com crianças que não observam a movimentação dos veículos ali.

Pedaladas pelo parque, voltinhas de patins no fim de semana ou mesmo uma caminhada para a biblioteca ou até a escola: aproveite esses momentos para despertar a curiosidade da criança!

 

Conclusão

 

Os itens de segurança das crianças são essenciais e indispensáveis para assegurar que sejam protegidas a todo tempo. Vale a pena investir nos melhores equipamentos possíveis e seguir com rigor e atenção às instruções de uso dos fabricantes, para cumprir a legislação e evitar acidentes.

O transporte escolar também deve ser criteriosamente avaliado! É importante que o prestador desse serviço esteja devidamente habilitado e em dia com todas as suas obrigações legais. O veículo deve ser equipado com os aparatos de segurança indicados para a idade da criança, sejam cadeirinhas ou assentos elevados.

Por fim, é importante lembrar que além de colocar seu bem mais precioso em risco, ao transportar as crianças sem os equipamentos de segurança necessários você também pode ser multado! A multa custa R$ 293,47 e por ser gravíssima rende 7 pontos na Carteira de Habilitação!

Incentive seu filho a observar o mundo ao seu redor e a entender com naturalidade a importância de cumprir as regras, tornando o mundo um lugar mais seguro para ele e para todos!

2017-07-25T16:35:09+00:00