Placas de veículos: como são formuladas e qual a sua importância?

Ao adquirir um veículo novo, deve ser feito, logo em seguida, o emplacamento. Certamente, surgem muitas dúvidas e curiosidades quando chega o momento de emplacar o seu carro. Você deve ficar se perguntando, por exemplo, como é escolhido o código que vai identificar o seu automóvel.

De fato, as placas dos veículos apresentam muitos detalhes que, na maioria das vezes, não conhecemos, seja sobre como é escolhida a numeração e o código de letras ou até mesmo sobre como funciona o processo de emplacamento.

Neste artigo, você poderá conhecer vários aspectos sobre as placas dos carros, tirar dúvidas que podem surgir na hora de realizar esse processo, bem como conhecer mais detalhes sobre como é selecionado o código que passará a identificar seu veículo.

Para que são utilizadas as placas dos veículos?

A placa de cada veículo tem como função primeira a identificação do carro. É por meio da placa, por exemplo, que os radares identificam os veículos que cometem alguma infração.

A partir daí, passa a determinar outras questões relacionadas ao veículo, como pagamento de IPVA, cuja data é determinada pelo número final da placa.

Como é definido o código de cada placa?

As placas dos veículos assumiram, ao longo dos anos, diversas formas de códigos, alterando o número de letras e números que identificavam o veículo. O sistema de placas atual contém três letras e quatro números e estima-se que será possível mantê-lo apenas até, no máximo, 2025, por motivos de esgotar as possibilidades de combinações.

As combinações para o registro de placas são determinadas para cada um dos estados brasileiros por uma ordem alfanumérica específica. Assim, por exemplo, no estado do Paraná, as placas dos veículos poderão ter códigos compostos com AAA 0000 até BEZ 9999 e o estado de Minas Gerais tem disponíveis sequências com GKJ 0000 até HOK 9999.

A constituição estabelecida para o código das placas dos veículos permitiu o surgimento do Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM), que funciona como um cadastro unificado para veículos.

Quando o sistema surgiu e começou a distribuir ordens de códigos para cada um dos estados, para que todas as possibilidades de combinações fossem utilizadas, essa ordem seguia uma sequência rigorosa.

Quando o número de veículos ultrapassou o número de possibilidades disponíveis, o Denatran, órgão responsável pela distribuição das sequências, passou a liberar possibilidades de combinação fora de ordem nos estados.

Essa necessidade surgiu por conta do grande número de veículos registrado na maioria dos estados.

Surge, então, a questão sobre a possibilidade de todos os veículos já registrados por esse sistema, estabelecido em 1990, ainda estarem rodando.

Acredita-se que isso não é possível, levando em conta o grande número de veículos que acabam sendo totalmente perdidos por diversos motivos, como acidentes de trânsito, por exemplo.

Nesse caso, logicamente, códigos que já não estão mais em uso na identificação de nenhum veículo poderiam ser ativados em outros automóveis. Porém, o Código de Trânsito Brasileiro não permite que nenhuma placa seja reutilizada, mesmo que o veículo não esteja mais circulando.

Assim sendo, os órgãos de trânsito buscam, constantemente, alternativas para que nenhum veículo acabe sendo registrado com uma placa contendo as mesmas informações que outro já em circulação.

O que acaba facilitando novos registros de placa são os dados referentes ao município. Sendo bastante variáveis dentro de um mesmo estado, permitem que não haja tão facilmente dois veículos com placas exatamente iguais.

Como realizar o emplacamento do veículo

Após adquirir um veículo, o proprietário ou responsável (que tem a nota registrada em seu nome) deve ir a um Centro de Registros de Veículos Automotores e apresentar o Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica, os documentos de identificação e um comprovante de residência.

Após, o responsável pelo veículo será encaminhado para a realização da vistoria, a fim de conferir se todos os dispositivos obrigatórios estão disponíveis.

Nesse momento, deverá ser paga taxa referente à realização da vistoria. Deverão ser pagas, juntamente, as taxas referentes ao IPVA, ao Seguro Obrigatório (DPVAT) e ao licenciamento (CRV/CRLV).

Os valores de todas as taxas variam de estado para estado e, no caso do IPVA, também de acordo com o modelo e ano do veículo.

O último valor a ser quitado para que a identificação do veículo esteja completa é o relativo à fabricação e à colocação da placa. Esses também variam de acordo com o estado em que o veículo é registrado.

Por isso, ao fazer o registro do seu veículo, o condutor deve consultar os valores a serem pagos, estipulados pelo DETRAN do estado de registro.

As placas de veículos podem sofrer novas alterações?

Tendo em vista o esgotamento das possibilidades de códigos disponíveis, novos modelos de placas serão implantados.

As novas placas, que seguirão o modelo Mercosul, terão também o nome do país.  A previsão de troca de modelo era para 2016 e acabou sendo adiada para 2017. Como também não foi concretizada no último ano, a nova data para a implantação do novo modelo ainda não foi definida.

O modelo terá cores e número de caracteres diferentes dos atuais. O fundo passará a ser branco com uma margem superior azul. Na placa, haverá também a bandeira do país à direita e o símbolo do Mercosul à esquerda do nome do país, que ficará centralizado.

Abaixo da bandeira do país, nome e bandeira do estado e nome e brasão do município em que o veículo foi registrado.

O número de caracteres passará a ser sete, isto é, 4 letras e 3 números gravados em alto relevo. Consequentemente, o tamanho da placa também será maior em relação ao tamanho vigente.

A cor dos caracteres também irá mudar, sendo diferente para cada uma das categorias de veículos. Serão pretas para carros particulares, vermelhas para comerciais, azuis para carros oficiais e de representação, douradas para veículos diplomáticos, verdes para os especiais (experienciais e de fabricantes) e prata para os carros de colecionadores.

Para esse novo modelo, o Detran indica 500 milhões de possibilidades de combinações diferentes, quase 300 milhões a mais do que o modelo atual de placa, facilitando os registros e impedindo que haja a probabilidade de veículos acabarem tendo o mesmo código para sua identificação.

 

Você já conhecia essas informações sobre placas de veículos? Se gostou da leitura, deixe seu comentário!

2018-02-14T09:53:07+00:00