Os acidentes de trânsito mais comuns no Brasil

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) anualmente cerca de 1,3 milhões de pessoas morrem por causa de acidentes de trânsito. Entre os que sofrem acidentes e sobrevivem, em torno de 50 milhões sobrevivem com sequelas. De acordo com esses mesmos dados, de um levantamento realizado em 2009, o trânsito é a nona maior causa de mortes na Terra.

Segundo dados de 2016 da OMS, o Brasil é o quarto colocado no ranking de mortes por causa do trânsito nas Américas. Estamos apenas atrás da República Dominicana, Belize e Venezuela. São cerca de 47 mil mortos no trânsito. Dos que sobrevivem ao acidente, aproximadamente 400 mil ficam com algum tipo de sequela. E os números vem piorando. Entre 2009 e 2016, o número total de óbitos subiu de 19 a cada 100 mil habitantes para 23,4 a cada 100 mil habitantes.

Esses números apresentam não apenas uma tragédia humana, mas também uma tragédia material. O Observatório Nacional de Segurança Viária estima que o custo de todos esses acidentes de trânsito seja de 56 bilhões de reais. Isso é mais da metade do orçamento do Ministério da Saúde (R$ 110,2 bilhões) e quase o orçamento do Ministério da Educação (R$ 62,5 bilhões). É algo que afeta, diretamente e indiretamente, a vida do povo brasileiro.

Acidentes mais comuns

O DNIT classifica seus dados sobre acidentes em 15 categorias. Os dados mais recentes são de 2011 e são provenientes de registros efetuados pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal. Dessas 15 categorias de acidentes, sete delas incluem mais de 80% dos casos em estradas federais. Elas são:

1. Colisão traseira (29,11% dos acidentes)

2. Choque no mesmo sentido (16,17% dos acidentes)

3. Saída da pista (13,20% dos acidentes)

4. Choque transversal (10,09% dos acidentes)

5. Batida em objeto fixo (7,78% dos acidentes)

6. Capotagem do veículo (3,89% dos acidentes)

7. Colisão frontal entre veículos (3,29% dos acidentes)

Esses números são das estradas federais. Mas como são as estatísticas nos municípios? Bem, aí a coisa fica complicada de deduzir. Já que não existe um sistema do governo em nível nacional que compila todos esses dados, é difícil estimar corretamente quais são os acidentes mais comuns no Brasil em um nível municipal.

No entanto, temos alguns dados parciais. De acordo com o Detran-PR, o acidente mais comum dentro dos municípios do Paraná foi a colisão entre veículos que se cruzam. Dos 47 mil acidentes registrados em 2015, mais de 15 mil foram este tipo de colisão.

É interessante que as multas de trânsito mais comuns nem sempre refletem esses números. Dentre as multas mais comuns encontramos excesso de velocidade, farol quebrado, fumar ou falar no celular dirigindo, volume do som mais alto que o permitido, transitar com rodas de diâmetros diferentes, não dar preferência a pedestres no trânsito e dirigir automóvel com a CNH vencida por

mais de 30 dias. Muitas das infrações dessas multas não causam ferimentos ou mortes em si, mas fazem parte de um comportamento perigoso no trânsito que pode resultar em acidentes mais graves.

O que está por trás dos acidentes

O Observatório Nacional de Segurança Viária afirma que 90% dos acidentes são causados por falhas humanas. Apenas 5% dos acidentes ocorrem por causa de falhas mecânicas e apenas 5% por causa de falhas na via. Então, para melhorar os números aterrorizantes do trânsito brasileiro, se faz necessária uma mudança de comportamento por parte de motoristas e pedestres, especialmente motoristas.

O que há por trás do comportamento perigoso no trânsito brasileiro? Muitos elementos. Temos a incapacidade do motorista em prestar atenção na pista, a incapacidade em estimar a probabilidade do acidente, o cansaço físico e mental, consumo de substancias psicoativas, excesso de velocidade, falta de atenção à distância entre veículos, ultrapassagens imprudentes, falta de uso de cinto e equipamento de segurança e uso do telefone enquanto dirige.

Não há uma coisa específica, mas sim um conjunto de fatores que convergem em números altos e fatais de acidentes de trânsito. Por isso, faça sua parte e seja um motorista responsável, para não acabar sofrendo prejuízo material ou físico, ou, no pior dos casos, falecer. Ninguém quer se tornar mais um número nessas estatísticas tão tristes.

Afastando os acidentes

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2017-11-06T14:55:16+00:00