O estado das estradas do Brasil

Seja a trabalho ou a lazer, a maioria dos motoristas irá se encontrar nas estradas. Por esse motivo, hoje iremos falar das rodovias brasileiras e qual é o estado delas. Os tópicos são variados: desde sua qualidade, até como elas são geridas e os melhores trechos. O objetivo é entender o estado das estradas brasileiras.

Analisando as rodovias

Uma das fontes mais confiáveis para analisar as estradas brasileiras é a CNT (Confederação Nacional do Transporte) que realiza periodicamente estudos sobre a condição das estradas brasileiras. Esses relatórios são estudos complexos e que agregam uma grande quantidade de informação. Eles revelam muito sobre a infraestrutura do trânsito brasileiro. É uma riqueza de dados compilados em um lugar só. O último relatório da CNT é de 2017.

Esse relatório classifica a qualidade das rodovias utilizando cinco categorias (Ótimo, Bom, Regular, Ruim, Péssimo). Ele usa essas categorias para classificar as rodovias levando em conta diferentes características das pistas (Pavimento, Sinalização, Geometria da Via, Estado Geral). Essas características das rodovias, tanto as federais quanto as estaduais, estão descritas abaixo:

RODOVIAS FEDERAIS

· PAVIMENTO: 48,1% estão ótimas; 12,4% estão boas; 29,2% estão regulares; 8,3% estão ruins; 2% estão péssimas.

· SINALIZAÇÃO: 7,3% estão ótimas; 36,6% estão boas; 35,6% estão regulares; 11,9% estão ruins; 8,6% estão péssimas.

· GEOMETRIA DA VIA: 4,6% estão ótimas; 20,6% estão boas; 34,3% estão regulares; 15,2% estão ruins; 25,3% estão péssimas.

· ESTADO GERAL: 7,1% estão ótimas; 37,5% estão boas; 36,7% estão regulares; 14,6% estão ruins; 4,1% estão péssimas.

RODOVIAS ESTADUAIS

· PAVIMENTO: 26,7% estão ótimas; 4,8% estão boas; 42,4% estão regulares; 21,9% estão ruins; 4,2% estão péssimas.

· SINALIZAÇÃO: 14,3% estão ótimas; 21,0% estão boas; 25,5% estão regulares; 18,1% estão ruins; 21,1% estão péssimas.

· GEOMETRIA DA VIA: 5,9% estão ótimas; 10,8% estão boas; 18,2% estão regulares; 24,0% estão ruins; 41,1% estão péssimas.

· ESTADO GERAL: 12,1% estão ótimas; 14,9% estão boas; 28,2% estão regulares; 29,7% estão ruins; 15,1% estão péssimas.

Esses dados nos mostram as diferenças entre a administração e qualidade das rodovias federais e estaduais. Algumas dessas diferenças são consideráveis. O que mais chama a atenção é como são desiguais as pistas estaduais.

Quando levarmos em conta o Estado Geral, há mais estaduais ótimas do que federais ótimas, porém quando olhamos para as outras categorias vemos que há mais que o dobro de estaduais ruins. É quase quatro vezes maior o número de estaduais péssimas do que federais péssimas. De forma geral, podemos dizer que a qualidade das estaduais são menos constantes, enquanto nas federais há um padrão de qualidade que é mais frequentemente mantido.

Como são geridas as estradas

As rodovias podem ser separadas não apenas em estaduais e federais, mas também pela forma como elas são administradas. Aqui temos a Gestão Pública, onde a rodovia é diretamente gerida por um órgão público, e a Gestão Concedida, onde um trecho de rodovia é concedido à iniciativa privada, que gere o trecho e tem o direito à receita do pedágio, pago por quem transita pela via.

GESTÃO PÚBLICA

Ótimas: 3,3% – Boas: 26,3% – Regulares: 36,3% – Ruins: 24,2% – Péssimas: 9,9%

GESTÃO PRIVADA

Ótimas: 32,6% – Boas: 41,8% – Regulares: 22,6% – Ruins: 2,8% – Péssimas: 0,2%

Assim como nos primeiros dados que olhamos, aqui existem certas diferenças bem visíveis. Nesse caso, se refere à qualidade das rodovias concedidas versus as públicas. As concedidas apresentam quase dez vezes o número de trechos ótimos em relação às públicas. No outro extremo, quase um a cada dez trechos públicos analisados são péssimos, enquanto apenas 0,2% dos trechos concedidos analisados foram classificados como péssimos.

As melhores e piores

Utilizando dados desse relatório, podemos visualizar os cinco melhores trechos e os cinco piores trechos de estrada no país.

Os 5 melhores

1. São Paulo – Limeira (SP) SP-310/BR-364, SP-348

2. Campinas – Jacareí (SP) SP-065, SP-340

3. Bauru – Itirapina (SP) SP-225/BR-369

4. São Paulo (SP) – Uberaba (MG) BR-050, SP-330/BR-050

5. Barretos – Bueno de Andrade (SP) SP-326/BR-364

Os 5 piores

1. Natividade (TO) – Barreiras (BA) BA-460, BA-460/BR-242, TO-040, TO-280

2. Marabá – Dom Eliseu (PA) BR-222

3. Jataí – Piranhas (GO) BR-158

4. Marabá (PA) – Wanderlândia (TO) BR-153, BR-230, PA-153/BR-153

5. Rio Verde – Iporá (GO) GO-174

Podemos ver que os piores estão distribuídos em espaços bem diferentes do Brasil, mas dentro de duas regiões (Centro-Oeste e Norte). Do outro lado, os melhores trechos estão apenas em uma região (Sudeste), especialmente no estado de São Paulo, o que faz sentido levando em conta a importância econômica desse estado e o grande volume transportado por suas estradas diariamente.

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2017-11-17T11:47:44+00:00