Os efeitos do álcool no seu corpo

Álcool e direção é uma combinação que é condenada há muito tempo. Porém, por que isso acontece? Como chegamos nesse ponto em que há campanhas e propagandas feitas especialmente para desencorajar a direção embriagada? Para entender o porquê de tudo isso, precisamos entender o efeito que o álcool tem no nosso organismo.

O álcool e a sociedade

Ao longo dos séculos, o ser humano sempre consumiu bebidas alcoólicas. Estudos arqueológicos revelam que o álcool é consumido há, no mínimo, 8 mil anos. Desde os antigos gregos e egípcios, a fermentação de frutas e vegetais para produzir bebidas alcoólicas é uma prática habitual e feita em larga escala. É um dos processos químicos mais antigos a serem dominados pela humanidade. O álcool é produzido através da fermentação de açúcares em cerais ou outras plantas, fermentação feita por microrganismos chamados leveduras.

Hoje o álcool é consumido por bilhões de pessoas em todo o planeta. A Organização Mundial da Saúde mantém relatórios sobre o consumo e o efeito que ele tem na nossa sociedade. O trânsito é um assunto bem relevante nesse tema. Por exemplo, de acordo com o relatório de 2012 da Organização, foi afirmado que cerca de 15% de todas mortes ocorridas no trânsito são consequência do álcool. O mesmo relatório descreveu que, a cada 100 mil habitantes, 52,5 homens e 11,3 mulheres morrem no trânsito. Com essas estatísticas, podemos ver que pessoas do sexo masculino e que dirigem sob efeito do álcool são a maioria das fatalidades decorrentes de acidentes no trânsito.

No Brasil, encontramos dados que confirmam as estatísticas da Organização Mundial. De acordo com a Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas em 61% dos acidentes de trânsito identificados no Brasil, o motorista havia consumido bebida alcoólica. Entre os acidentes fatais, esse número sobe para 75%.

O álcool no organismo

O álcool está tão ligado a acidentes no trânsito porque ele age diretamente no nosso cérebro. O consumo de álcool altera o funcionamento químico do cérebro e impacta os nossos sentidos e a nossa percepção.

É impossível prever com certeza os efeitos exatos do álcool. Isso porque cada um de nós tem um organismo único e, consequentemente, o efeito do álcool vai ser diferente em cada um. Diferenças genéticas, de peso, de altura, de dieta, tudo isso vai afetar a forma como nosso organismo processa as bebidas alcoólicas e o efeito que elas vão ter nas nossas capacidades mentais. Porém, temos algumas certezas sobre o funcionamento dele no nosso cérebro.

O primeiro é de que ele age como um depressor em certas regiões do cérebro, fazendo com que certas porções funcionem com menor intensidade do que quando estamos sóbrios. Isso está diretamente relacionado aos efeitos das bebidas alcoólicas no nosso comportamento. O consumo delas causa alterações significativas nos níveis de coordenação motora, afetando a capacidade de coordenar os membros do corpo, de se equilibrar e de controlar a força exercida.

O motorista alcoolizado

A principal consequência que o álcool traz ao motorista, e que torna ele uma substância tão perigosa para quem está conduzindo um veículo, é o efeito que possui sobre a coordenação bimanual. Essa coordenação é a habilidade que a pessoa tem em utilizar os seus membros de forma simultânea e

com coesão. Ou seja, é nossa capacidade de mexer a perna esquerda enquanto mexemos o braço direito em outra direção, e os olhos se mantém na estrada.

O álcool interfere na nossa capacidade de equilibrar as diversas funções e prestar atenção ao mesmo tempo. Naturalmente, isso resulta em atropelamentos, curvas e manobras feitas de forma incorreta, colisões, capotagens, entre outros acidentes.

Existe também o efeito sensorial das bebidas alcoólicas. Sensorial se refere aos sentidos, a como nós ouvimos, olhamos, tateamos. O álcool reduz a capacidade sensorial, deixando o motorista com os sentidos “dormentes” e, como consequência disso, letárgico. Nessas condições, o condutor alcoolizado responde com mais lentidão aos estímulos externos, a outros carros na pista, pedestres, curvas e etc.

Além da lentidão em responder, essa dormência nos sentidos contribui para o cansaço e a fadiga, facilitando que o condutor caia no sono ou simplesmente fique incapaz de reagir na estrada. Em alguns casos mais raros, o álcool pode afetar a percepção de formas mais profundas, causando alucinações, visões e sons imaginários. Embora esses casos sejam mais raros, não é difícil o motorista alcoolizado estar mais suscetível a sustos ou surpresas que não afetariam o motorista sóbrio.

Cuidados e proteções

Como podemos ver, seja pelos riscos que ele oferece à sua segurança, ou por medo de cair na Lei Seca, o motorista não deve dirigir embriagado. É uma forma de garantir a proteção sua, de seus passageiros e do seu veículo. Se você estiver interessado em outras formas de garantir a segurança de todos, confira o Programa de Benefícios Automotivos da Facility. E se você quer saber o quanto custa ter todos esses benefícios junto com sua proteção veicular, faça uma simulação gratuita no nosso site.

2017-11-24T14:56:01+00:00