Dirigindo durante a gestação

Sabemos que a rotina moderna é bastante exigente com todos, até mesmo com as gestantes. Muitas mulheres grávidas se encontram nessa situação de ter que dirigir já em períodos avançados da sua gravidez. Isso não é impossível, mas deve ser feito com cuidado para diminuir os riscos à gestante e ao bebê.

Sobre esse assunto, preparamos esse artigo sobre dirigir enquanto grávida, para especificar alguns dos riscos e vulnerabilidades para as mulheres gestantes que vão pegar na direção. São cuidados e dicas que podem ajudar a evitar situações tensas e desconfortáveis, assim como garantir segurança e conforto.

Início da gestação

Antes mesmo da gestação ser visível, ela já causa mudanças significativas no organismo da mulher. Um dos primeiros aspectos a ser alterado é o hormonal. Isso tem um efeito direto no comportamento da gestante, acarretando mudanças na circulação cardiovascular, no sistema metabólico, no sistema renal, no sistema respiratório e até na composição do sangue.

Por exemplo, o aumento dos níveis de progesterona nas grávidas aumenta a sensação de fadiga e cansaço. Isso afeta a concentração no trânsito, a sensibilidade dos reflexos e a capacidade de responder a mudanças abruptas. Também há mudanças nos níveis de estrogênio, hormônio que afeta os sentidos e a percepção.

Uma das consequências mais famosas da gestação, o enjoo, é outro fator com potencial de afetar a capacidade de conduzir um veículo. Isso vai depender do enjoo que a gestante sente. Essa preocupação deve ser redobrada caso ela sofra de hiperêmese gravídica, condição que causa um excesso de enjoo, vômito e sensação de mal-estar. O enjoo pode prejudicar o foco da motorista ou, no caso de vômito, perder o controle do veículo.

A soma desses fatores faz com que a gestante só deva dirigir caso se sinta confortável para tal. Se não houver, por parte dela, segurança e estabilidade ao sentar em um veículo e conduzi-lo, não se deve fazer isso de forma forçada.

Meio da gestação

O antigo Código de Trânsito brasileiro impunha restrições às mulheres grávidas. Elas não podiam dirigir a partir do quinto mês de gravidez. O novo código não impõe nenhum limite desse tipo, só obriga o uso do cinto de segurança para qualquer pessoa. Essa é uma questão importante, especialmente para as mulheres que já estão com a barriga aparecendo. O uso do cinto deve seguir alguns parâmetros de segurança, para proteger a mãe e o feto.

Deve-se utilizar o cinto de três pontos, a faixa superior do cinto, deve cruzar no meio do ombro e ficar entre os seios e a faixa inferior deve ficar abaixo do abdômen e bem justa. Outros cuidados envolvem não colocar a faixa do cinto nas costas e nem sob a axila, assim como nunca sentar sobre a faixa de baixo para usar apenas a faixa superior. Também o airbag não deve ser desligado (no entanto, a gestante deve permanecer a mais afastada possível do painel).

Também deve-se manter as costas retas e bem apoiadas no banco e no encosto, manter um acesso fácil e confortável aos pedais e ao câmbio, manter velocidade reduzida e distância segura de outros veículos, tomar cuidado com movimentos bruscos já que eles movem o bebê dentro do útero, regular a altura do volante para ficar mais confortável e, caso sinta enjoo ou outro desconforto, parar o carro.

Final da gestação

A mulher que está no último trimestre da gravidez está no momento mais delicado para conduzir veículos. Por isso, existe uma lista do que não fazer ou fazer com precaução nesse período tão delicado.

Como dito antes, não deve dirigir em velocidades inseguras, evitar tomar remédio para diminuir o enjoo, já que estes remédios costumam provocar sono e fadiga, e, se dirigir por longos períodos de tempo, não fazer isso de barriga vazia, já que o estômago vazio pode resultar em pressão baixa. Em viagens longas, parar a cada 50 minutos e se movimentar, alongando os músculos.

As gestantes que trabalham como motoristas profissionais podem continuar realizando o seu serviço durante a gestação, mas devem prestar atenção redobrada na estrada e no seu próprio estado físico e mental. O médico responsável irá avaliar se ela poderá continuar trabalhando a partir da 36ª semana de gestação.

É comum as mulheres grávidas no final da gravidez sofrerem com pressão baixa e com inchaço nas extremidades. Por isso, todo cuidado é pouco, e sempre ande com uma barra de cereal e água junto consigo no carro para evitar a pressão baixa.

A gravidez não precisa ser um empecilho

Atentando para as questões que citamos acima, mantendo o cuidado redobrado e sendo precavida, não há porque a mulher grávida deve ficar confinada a não andar de carro. Ela pode continuar sendo autônoma e independente.

No entanto, preste atenção nas recomendações do seu médico e obedeça elas. Caso você esteja interessada em outras formas de proteger você e o seu veículo, dê uma olhada no Programa de Benefícios Automotivos da Facility.

2017-10-18T13:51:56+00:00