De onde os automóveis vieram e para onde irão

Hoje em dia estamos tão acostumados com a presença de carros que é difícil acreditar que um dia eles foram muito mais rudimentares. Em uma linha crescente de desenvolvimento tecnológico, eles se tornaram as máquinas sofisticadas presentes nas nossas cidades atuais. É importante saber de onde eles vieram para termos alguma ideia para onde eles vão e nos levam junto com eles.

Como chegamos até hoje

Os primeiros carros começaram a serem desenvolvidos no final do século XIX. Eram máquinas bastante simples, geralmente com motores de um cilindro. O ano de 1885 é tradicionalmente utilizado como o ano de nascimento do carro. Este ano é utilizado pois foi nele em que o inventor alemão Karl Benzbuilt construiu o Benz Patent-Motorwagen, considerado o primeiro carro.

Os automóveis começaram a se tornar populares no começo do século XX. O Ford Modelo T, produzido em 1908, foi um dos primeiros modelos a ser acessível ao grande público. Ele tornou a Ford Motor Company uma das primeiras gigantes da indústria automobilística. Com o decorrer do século XX os veículos foram se tornando cada vez mais comuns e disponíveis à população, especialmente em países industrializados. O país onde eles foram mais rapidamente adotados foi o Estados Unidos, país que se tornou símbolo da produção e uso de automóveis.

Hoje, os carros são onipresentes, se tornaram uma peça essencial da nossa economia e sociedade, sendo utilizado tanto a trabalho quanto a lazer. As nossas próprias cidades começaram a serem modeladas em torno do carro, sendo construídas em torno de ruas, avenidas e estradas.

O automóvel no Brasil

Em 1891, desembarcava no porto de Santos o primeiro automóvel em solo brasileiro. Era um Peugeot com motor a gasolina de dois cilindros. Havia sido comprado por um brasileiro famoso pelas próprias invenções: Alberto Santos Dumont. O carro foi transportado a São Paulo, onde andou e transformou a cidade na primeira do Brasil a ter um automóvel em suas ruas.

Fazendo uso de um motor inglês, o inventor paulistano Paulo Bonadei foi o primeiro a montar um carro em território brasileiro. Isso em 1905. Já em 1919, a Ford estava montando o Modelo T em São Paulo, e em 1925 a Chevrolet chegou no país. O crescimento e adoção dos veículos sofreu um baque com a Segunda Guerra Mundial na década de 40. O Brasil estava sob racionamento de combustíveis e o governo incentivou o uso do gasogênio como alternativa.

Em 1956 começaram a fabricar carros no Brasil em escala comercial. Como durante a Segunda Guerra, durante a crise do petróleo nos anos 70 o Brasil utilizou uma alternativa à gasolina. Nesse caso foi o álcool que substituiu o combustível tradicional, através do Programa Nacional do Álcool. Em 1979, o Fiat 147 foi o primeiro carro a ser produzido em escala comercial com motor a álcool.

Em 2016, o Brasil possuía cerca de 42,87 milhões automóveis e 13,49 milhões de motos, com uma taxa de um automóvel para cada 3,68 habitantes. O crescimento desse número sofreu empecilhos, já que a crise econômica atual fez com que o Brasil caísse da posição de sétimo maior mercado de automóveis no mundo para a nona posição.

O carro no futuro

É impossível pensar nas grandes metrópoles brasileiras e não as associar com carros. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba são alguns exemplos de cidades onde as filas de carros, ônibus, motos e caminhões já fazem parte da paisagem.

Os carros existem há mais de um século e não há indícios de que eles vão desaparecer tão cedo, mas isso não quer dizer que eles vão continuar sendo sempre os mesmos. Nos últimos 20 anos novas tecnologias, especialmente relacionadas à informática, transformaram os carros de forma marcante. E a tecnologia continua caminhando a largos passos para mudar como utilizamos nossos veículos.

Uma mudança recente foi o surgimento de empresas como Uber e Lyft, que prestam serviços de transporte pessoal através de aplicativos nos celulares. A popularidade desses serviços fez com que eles tivessem uma ascensão rápida, conquistando clientes através da praticidade, da segurança, da capacidade de os passageiros avaliarem os seus motoristas e de preços competitivos. No Brasil houve, e continua havendo, muita controvérsia em torno desses serviços e suas relações com os táxis tradicionais.

Tecnologias novas…

Se a tecnologia está alterando a sociedade em torno do carro, é o carro em si que vai sofrer as maiores alterações. Sempre houve muita especulação sobre como funcionaria o carro do futuro. Muitas destas previsões acabaram sendo nada mais que sonhos, porém algumas delas se mostraram lógicas e estão começando a se concretizar. Podemos identificar duas delas como as mais plausíveis e realizáveis a curto-prazo: carros elétricos e carros autônomos.

Avanços tecnológicos e uma preocupação crescente com o meio ambiente contribuíram para a popularidade recente dos veículos elétricos. Esses fatores, aliados com a entrada de grandes montadoras no segmento, fizeram com que tanto híbridos quanto carros totalmente elétricos estejam gradualmente se tornando uma porção cada vez maior do mercado. Eles não poluem a atmosfera e a energia que os alimenta pode ser produzida por fontes renováveis.

Experimentos visando criar carros que se dirigem sozinhos são realizados desde a década de 30. Porém, a partir da década de 90, com a utilização de computadores e de inteligência artificial, é que começaram a se obter resultados que possam levar a uma utilização comercial do conceito. Empresas de grande porte como Google estão entre as que estão apostando no futuro de carros autônomos.

… problemas eternos

Em 2017, a Audi anunciou que o seu novo modelo A8 possuiria um sistema de auto condução até velocidades de 60 km/h e que não exigirá que o condutor toque no volante periodicamente. Será o primeiro veículo comercial a alcançar um nível de automação que o torna independente do motorista.

Essa tecnologia é vista como uma grande oportunidade para melhorar a eficiência do trânsito e a comodiade para passageiros e pedestres. Porém, no melhor dos casos, ainda estamos uns bons anos de ver essa tecnologia presente em larga escala. Até lá, a segurança de pedestres e motoristas, e proteção veicular continuarão sendo preocupações diárias.

Enquanto existir automóvel ele será um bem de consumo muito querido, quase um membro da família. Vale a pena ao dono de automóvel pensar em algum modo de proteção veicular para se proteger dos problemas de serão eternos: roubos, acidentes, batidas, falta de combustível…

2017-08-15T13:55:54+00:00