Bafômetro

O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcoólica analisando o ar exalado dos pulmões de uma pessoa. É também conhecido pela denominação técnica “etilômetro”, devido às reações que envolvem o álcool etílico presente na baforada do suspeito e um reagente.

O motorista deve soprar um tubo (ou bocal) conectado ao etilômetro que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio.

O princípio de detecção do grau alcoólico no corpo humano está fundamentado na avaliação das mudanças das características elétricas de um sensor sob os efeitos provocados pelos resíduos do álcool etílico no hálito do indivíduo.

O sensor é um elemento formado por um material cuja condutividade elétrica é influenciada pelas substâncias químicas do ambiente que se aderem à sua superfície. Sua condutividade elétrica diminui quando a substância é o oxigênio e aumenta quando se trata de álcool. Entre as composições preferidas para formar o sensor destacam-se aquelas que utilizam polímeros condutores ou filmes de óxidos cerâmicos, como óxido de estanho (SnO2), depositados sobre um substrato isolante.

A correspondência entre a concentração de álcool no ambiente, medida em partes por milhão (ppm), e uma determinada condutividade elétrica é obtida mediante uma calibração prévia onde outros fatores, como o efeito da temperatura ambiente, o efeito da umidade relativa, regime de escoamento de ar etc., são rigorosamente avaliados. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões.

Pesquisas indicam um índice de erro de 2% a 5% na correlação entre o álcool no ar expirado e o álcool no sangue, o que valida cientificamente o resultado dos etilômetros.

Todos os tipos de bafômetros são baseados em reações químicas, e os reagentes mais comuns são dicromato de potássio e célula de combustível. A diferença entre estes dois reagentes é que o dicromato muda de cor na presença do álcool enquanto a célula gera uma corrente elétrica.

Soprando o bafômetro

O mais usado pelos policiais no Brasil é o de Célula de combustível, a química deste bafômetro você vê a seguir:

1. O álcool expirado reage com o oxigênio presente no aparelho, esta reação ocorre com a ajuda de um catalisador;

2. Ocorre a liberação de elétrons, de ácido acético e de íons de hidrogênio;

3. Os elétrons então passam por um fio condutor, gerando corrente elétrica. Um chip presente dentro do aparelho calcula a porcentagem e dá a concentração de álcool no sangue. Quanto mais álcool, maior será a corrente elétrica.

E não existem desculpas para se negar a fazer o teste, como por exemplo:

– Recusar a soprar o canudinho por ele estar contaminado: ele é descartável e tem uma válvula que impede que o ar de dentro volte para sua boca;

– Dizer que não consegue assoprar? É preciso 1 litro e meio de ar para fazer a medição, é o equivalente a um sopro de cinco segundos.

E mais, não adianta tentar disfarçar o hálito, mascar chicletes, tomar azeite, etc, todas essas artimanhas não o impedirão de perder a carteira e ter o veículo apreendido.

No Brasil todos os modelos de aparelhos utilizado para medir a alcoolemia em operações de fiscalização de trânsito devem ser aprovados pelo INMETRO. Todo instrumento é verificado individualmente e recebe uma etiqueta com o número do certificado de verificação, cuja validade é de um ano. Os bocais ou tubos devem ser descartáveis e obedecer às normas do órgão. Além da certificação do INMETRO, os aparelhos devem ser homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).

Desde 2008, a partir da entrada em vigor da Lei 11.705 e do Decreto 6.488, a chamada Lei Seca, os condutores de veículos estão proibidos de ingerir álcool antes de dirigir.

A conduta de dirigir sob influência de álcool está prevista no artigo 165 do Código de Trânsito, qualquer resultado acima de zero, gera a infração de trânsito que tem como penalidade multa e suspensão do direito de dirigir.

Segundo o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, se o teste no etilômetro for 0,3 miligramas de álcool por litro de ar alveolar é considerado crime, além das penalidades administrativas, o condutor responderá o processo judicialmente.

Se você levou uma multa, por qualquer que seja o motivo, o Doutor Multas, parceiro da Facility, pode ajudá-lo.

2017-07-25T16:56:27+00:00