5 livros diferentes para se ler em uma viagem

A literatura de viagem é uma tradição milenar. Sempre houve pessoas interessadas em ler sobre terras distantes, sobre experiências novas e culturas diferentes. É uma forma de experimentar lugares aos quais nunca fomos e exercitar a imaginação de uma forma prazerosa.

Ler é uma ótima forma de usar seu tempo, além de apresentar a você lugares novos para conhecer e entender mais sobre a história do mundo. Por isso, preparamos uma pequena lista de livros de viagem que você talvez não conheça e quem sabe planejar o destino da próxima viagem.

Descrição da Grécia, por Pausânias

Considerado por historiadores um dos primeiros, se não o primeiro, relato de viagem, é um livro que se propõe a descrever diversas regiões da Grécia. Ele começa a sua jornada pela Ática, região onde fica a cidade de Atenas, passando depois pelas regiões de Corinto, Lacônia, Messenia, Boécia, Arcádia e outras.

Além de descrever fisicamente os lugares, Pausânias descreve a cultura dos diferentes locais e as pessoas que os populam. Existem descrições da arquitetura e da arte das diferentes regiões, assim como descrições da fauna e flora dos espaços. Fala também fala da tradição religiosa e dos cultos espirituais dos diferentes povos que encontra.

A Fazenda Africana, por Karen Blixen

Karen Blixen foi uma escritora dinamarquesa que se mudou para a África Britânica Oriental no final do ano de 1913, aos 28 anos de idade. Foi lá para se casar com um homem e construir uma vida na colônia britânica conhecida como Quênia. Os planos iniciais do casal eram de criar gado leiteiro, porém acabaram com uma plantação de café. Chegaram a ter seis mil acres de terra. No entanto, o casamento começou a desandar e depois a plantação também.

Sofrendo com sífilis, contraída do seu marido infiel, se separou e retornou para a Dinamarca. Como saldo de toda essa experiência, Karen produziu um livro que descreve o lugar onde morou e os que visitou. É uma narrativa muito interessante, que nos apresenta com detalhes lugares dos quais todos nós já ouvimos falar, mas pouco conhecemos de verdade.

De Roraima ao Orinoco, por Theodor Koch-Grunberg

Koch-Grunberg é um dos viajantes e pesquisadores que mais contribuíram para o estudo dos povos indígenas do Brasil e da América de Sul. Seus relatos são uma fonte importante de dados para historiadores, sociólogos, antropólogos e pessoas simplesmente interessados em conhecer esse aspecto da nossa terra.

O seu De Roraima ao Orinoco é o produto da sua segunda expedição à América do Sul, que começou em Manaus, seguiu pelo Rio Branco até o Monte Roraima na Venezuela, após explorou a Serra Parima até chegar no Rio Orinoco em 1 de Janeiro de 1913. No decorrer dessa viagem ele interage com indígenas de diversas tribos, tira fotos e descreve a natureza e pessoas que encontra por um trajeto tão extenso e diverso.

On the Road, por Jack Kerouac

Um dos livros mais famosos sobre viagens, publicado pelo autor estadunidense Jack Kerouac, não é apenas uma viagem pelo espaço, mas pelo tempo também. A narrativa captura um período na história dos Estados Unidos, assim como a geração que marcou esse período. As drogas, o álcool, o jazz, a contracultura, todos estão presentes nesse livro sobre um viajante que bota o pé na estrada e

viaja de carro pelo país sem lenço nem documento. É uma explosão de juventude, que rendeu um filme em 2012, dirigido pelo diretor brasileiro Walter Salles.

Paris é uma Festa, por Ernest Hemingway

Ernest Hemingway fez parte de uma geração de escritores e artistas que marcou profundamente a cultura dos Estados Unidos no começo do século XX. Sobreviventes da I Guerra Mundial, muitos escolherem permanecer na Europa, seja por puro gosto, ou pelo fato de que a conversão do dólar facilitava essa estadia. Hemingway foi um desses.

Na década de 50, quando já tinha voltado a morar nos EUA, Hemingway voltou para Paris, onde havia morado na década de 20, e encontrou cadernos que havia esquecido quando ainda morava na capital francesa. Relendo esses cadernos, Hemingway fez uma viagem nostálgica pela Paris que tinha vivenciado na sua juventude, como um escritor iniciante procurando construir uma obra respeitada e ganhar a vida com a sua escrita. Vendo que havia muito material interessante nas suas memórias, escolheu escrever um livro baseado naqueles anos tão distantes.

Assim nasceu Paris é uma Festa, publicado em 1964, poucos anos após a morte do escritor. O livro não são apenas as memórias de um homem que viveu uma vida extensa, mas é uma forma de se transportar, através da leitura, para outra época e lugar. Realmente conhecemos a Paris mitológica das décadas de 20 e 30, de Picasso, Modigliani, Dali, Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald. É uma chance imperdível de mergulhar na história fantástica da mais fantástica das capitais da Europa.

2017-10-11T14:16:38+00:00